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riscos_e_rabiscos

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Um Problema Na Sombra

              

 

Há alturas na vida em que nos apetece ardentemente desaparecer, esvair-se em fumo. Desaparecer com um simples estalar de dedos. E não é por cobardia ou incapacidade de enfrentar os problemas. Não. É tão simplesmente porque existem alguns problemas para os quais todas as soluções do mundo não servem para resolvê-los. Parece não existir um antídoto para eles, uma solução.

 

Como se resolve este tipo de problemas? Como se resolve um problema que quanto mais se combate, mais parece que se agiganta? É quase impossível conseguir-se viver com tranquilidade de espírito por mais que se ignore e evite o problema. É quase impossível viver-se sem que esse mesmo problema não invada a nossa mente, despoletado por pequenas coisas do quotidiano.

 

E esse problema é tão incisivo e exasperante que, por vezes, parece conseguir fazer com que o nosso organismo crie anti-corpos contra nós mesmos, que nos provoque uma urticária que nos faça sentir no inferno, que nos escave um buraco nas entranhas como se fosse o maior dos fossos.

 

E por mais que este problema esmague alguém, o humilhe e o estraça-lhe, acaba sempre por o atrair para o seu ponto centrífugo. Apenas porque se quer. Apenas porque não queremos saber dos outros, dos que nos amam realmente. Apenas porque continuamos ingénuos, e de ser levados com duas cantigas. E assim, não há qualquer resolução para o caso.

 

Resta-me apenas sentar, esperar desesperando que um raio de sol me ilumine e dê a mão...

 

I'm Alive!

Para mal dos meus inimigos, eu ainda estou aqui a mexer e a saltitar!

 

O tempo tem sido muito curto graças aos meus dois belos cursos online. São tarefas atrás de tarefas e não são naaaada fáceis, deixem que vos diga. Se eu não estivesse a trabalhar fazia tudo com uma perna às costas pois está claro.

 

Não há grandes novidades para partilhar convosco, acho eu. Ora deixem ver... consegui arranjar 1 tempinho e ir aos saldos comprar não um mas dois pares de botas (lindas diga-se em abono da verdade!), o meu Óscarzinho ainda não encontrou dono, devo uma série de cafés a amigas, já tou farta de chuva, ando podre de cansada, passei a semana toda com dores de ouvidos e no couro cabeludo e estou ansiosa para que chegue o fim-de-semana!

 

Agora um assunto realmente importante, é o da tragédia do Haiti. Não bastava ser um país pobre, ainda tinha de estar situado numa falha tectónica e ser abalado sucessivamente por tantos sismos fortes. tenho andado muito sensibilizada com esta situação.

Graças a Deus ainda se vão encontrando algumas pessoas vivas sob os escombros, o que são verdadeiros milagres.

 

Esperemos para ver como se vai reerguer das cinzas um país tão pobre e tão necessitado de ajuda.

 

Pausa Celestial

 

 

 

Ontem à noite recebi um telefonema – que não ouvi porque o telemóvel anda sempre em silêncio – da mana mestra. Era meia-noite quando o vi registado no tele. Achei por bem não dizer nada àquela hora senão ainda ia “assar” no inferno.

 

Hoje de manhã, enquanto me preparava para ir para o convento, recebo novo telefonema da mana mestra.

“- Consegues estar aqui à uma hora?

- Não sei, mana mestra… Ia sair daqui a pouco mas com este tempo atravessar Lisboa inteira… talvez não chegue. Mas vou tentar. Se vir que não consigo ligo-lhe.

- Está bem. Mas liga-me o mais rápido possível pois caso não consigas, tenho de ligar a outra pessoa…

- Sim, mana mestra.”

 

Nem 5 minutos tinham passado, novamente o telemóvel a tocar. Mana mestra… again! “Afinal não venhas porque a prof. Mal-Educada vai entrar à 1 hora e vai connosco”

Iuuuupiiiiiiiiii!!! Por ORDENS superioras não fui dar aulas, nem fui acompanhar os meninos ao teatro.

Só vos digo que me soube que nem ginjas!

Mas não fiquei em casa com os dentes ao sol (até porque está de chuva), aproveitei para trabalhar e adiantar algumas coisas.

 

Já vos disse que me meteram (sim, meteram) num curso, não já? Mas eu avisei logo que só fazia um curso se fizesse dois, por isso, inscrevi-me noutro!!!

O bom da coisa é que são ambos online!

Maluca, eu?!? Naaa… gostar de ter montes de trabalho, talvez!

 

Alguém conhece o MOODLE? Por uma formação é sobre esta plataforma de aprendizagem e já tenho 1 tarefa concluída!

A outra formação é sobre IWBs (Interactive Whiteboards) e que me pode dar um jeitaço, uma vez que no colégio tenho dois e deverei vir a ter mais. Mas já estou a prever acções de formação pra terceira idade toda, quer dizer, prós meus colegas todos…

 

Plástica vs. Cabeleireiro

Há uns dias atrás deparei-me com esta foto num jornal de grande tiragem em Portugal.

 

Eu nem queria acreditar no que estava a ver. A menina do primeiro plano é só silicone e plásticas mas pelo menos está "arranjadinha", digamos assim, embora pareça um bocado de toucinho. Podia ter feito um bocadinho de solário.

 

Mas a mana, que está num plano secundário, ó valha-me Deus! Não podia ter passado antes no cabeleireiro para dar um jeitinho ao... "cabelo"?! Ora apreciem lá bem. Ampliem a foto se for preciso. Lol!

 

Não podia ter feito uns totós, umas tranças ou um rabo de cavalo? Um alisamento japonês também não ficava mal mas depois as pilosidades davam-lhe aos joelhos, o que era chato porque se viam a aparecer debaixo da saia.

E uma aparadinha? Já que era para a foto, escusava de ter uma floresta tão selvagem. É que aquilo deve assustar qualquer explorador por mais ousado que seja!

 

 

Penas...Têm as Galinhas!

Prometi a mim mesma que, este ano, ia tentar deixar de ser parva. Que ia cortar com as coisas que não me deixam sentir bem, que me fazem mal e que me enervam.

 

É, quanto mais não seja, uma intenção.

 

E foi com isto em mente que acabei de cortar um mal pela raiz. Acabei de mandar o galinheiro às urtigas (o título do post foi escolhido sem ter sido associado aqui à coisa).

Não me estava a sentir bem lá por vários motivos. O desgaste era muito e nada compensador.

 

Detestei:

 

- as instalações da escola;

- a falta de honestidade da directora que pintou cor-de-rosa por cima de um cenário mais negro que as trevas (fomos enganadas à fartazana!);

- ter trabalho extra não remunerado (como se não tivesse já pouco!);

- o frio, a escuridão e o cheiro a mofo da escola;

- a má-criação de alguns alunos (por desleixo, falta de presença e pulso firme da directora);

- a ausência permanente da directora que não lhe apetecia levantar a peida (oops!) cedo da cama;

- ter estado 2 meses sem receber um tusto, portanto a viver do ar. 

 

Quer dizer, estou a fazer um favor a uma desconhecida, a trabalhar numa escola que não tem sequer gabarito para o meu currículo (e isto não é para me gabar, porque não tenho esse feitio), sem o mínimo de condições de trabalho e ainda por cima sem ser paga...

 

Mas porquê? Por pena? Pena, a pena ficou em 2009. Agora penas... só nas galinhas!

Ano Vai, Ano Vem.

Reflecting About Life in a Tree

 

Mais um ano entrou mas eu tenho a sensação de ter ficado lá atrás, com o ano velho.

Foi um ano especialmente duro, tendo findado no pior Natal e Fim de Ano de que alguma vez me lembro na minha vida.

Digamos que os últimos quinze dias do ano foram como um teste de capacidade de resistência nerval e cardíaca.

 

Gostava que as coisas más tivessem ficado lá atrás, trancadas a sete chaves no Ano Velho. Que houvesse uma espécie de portal por onde só passasse aquilo a que nós déssemos permissão.

 

Como se não bastassem estes problemas todos a mordiscarem-me quase de minuto a minuto – para eu me lembrar de não me esquecer deles – ainda tive a diabíssima mana “boss” do convento à perna por causa de burocracia que ELA deixou pendurada. Lá andei eu feita maluca a tratar de tudo às pressas. Benditos computadores, internet e emails. Abençoado sejam os inventores destes que me pouparam imenso tempo.

 

Como se tudo isto não bastasse, ainda fui obrigada convidada a fazer uma formação, no colégio, que consiste numa única sessão presencial e mais… SEIS semanas de formação online.

Por acaso até nem tenho mais nada para fazer. Mas é só mesmo por acaso. E até me deu jeito para eu ter mais uma catadupa de coisas para fazer e me esquecer que existe vida para além do trabalho. Penso eu, mas já nem tenho a certeza. Esclareçam-me.

 

Resumindo, comecei o ano sem qualquer réstia de ânimo, esperança ou coragem. Sinto-me meio “depré” e com vontade de me refugiar num buraquinho qualquer.